Nós.
Ainda há de existir esse tal de “nós”? Ainda há de existir aquele casal que a
todos encantavam e que com apenas um olhar se fortificavam de todo mal? Éramos
felizes e entregues a nós mesmo, mas e agora?
Eu.
Você. Nós.
Lembra?
Antes
estava sempre a me cercar por seu amor e sua felicidade estridente. E agora?
Agora te vejo a quilômetros de distancia de mim, como se jamais estivesse tido presente,
segurando minhas mãos. Em um tempo não muito distante era fácil chegar há ti e
beijar-te tão suavemente, era simples sentir-me protegida e simplesmente
fascinada por tudo. No presente momento te vejo sentado ao meu lado, quieto em
nossos próprios escombros, esperando que algo ocorra. É como se todo amor
arquitetado e construído por nossas mãos, tivessem sido mau projeto e desabado
por falhas jamais identificadas.
Agora
somos um casal apenas destruído pelos dias que se passaram e pela façanha do
destino. Estamos deitados lado a lado, sem realmente estarmos presentes.
Eu.
Você.
Cadê?
Talvez
ainda haja esperança para nós. Ainda haja aquela vontade de permanecer lado a
lado, mesmo que seja quietado pelas nossas agonias. Esperança. Talvez em algum
momento, voltemos a ser aquele casal de um passado quase que ainda presente e a
felicidade destrua a melancolia que causa nossos medos e dores.
Nós.
Juntos.
Será?
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